Senso Crítico

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domingo, 31 de dezembro de 2017

Oração



Meu Deus
Ajuda-me a dizer a verdade diante dos fortes
E a não mentir para obter o aplauso dos fracos
Se me deres dinheiro,que eu não perca a felicidade
Se me deres forças,que eu não perca o raciocínio
Se me deres êxito,que eu não perca a humildade
Se me deres humildade,que eu mantenha minha dignidade
Ajuda-me a conhecer o outro lado da realidade
E não me deixes acusar meus adversários de traidores
Por eles não compartilharem meus critérios
Ensina-me a amar os outros como me amo a mim mesmo
E a julgar-me,como julgo os outros
Não me deixes embriagar com o êxito,quando o obtenho
Nem a desesperar no fracasso
Sobretudo,faz-me sempre recordar que o fracasso
É a prova que antecede o êxito
Ensina-me que a tolerância é o mais alto grau da força
E que o desejo de vingança é a primeira manifestação da fraqueza
Se me despojas do dinheiro,deixa-me a esperança
Se me despojas do êxito,deixa-me a força de vontade
Para vencer o fracasso
Se me despojas do dom da saúde
Deixa-me a graça da fé
Se causo dano a alguém,dá-me a força da desculpa
E se alguém me causa dano,dá-me a força do perdão

terça-feira, 19 de março de 2013

Quando.....





Quando falar sobre amor finja nada conhecer para absorver cada frase que brote do coração
Quando falar sobre a dor deixe abertas as janelas da alma, para compreender que amor e dor são tão parecidos que até os confundimos ao vê-los tão pertinho
Quando falar sobre a paz faça-o no rumor da guerra para ser ouvido na mais alta voz
Quando falar sobre sonhos, acorde para vivê-los na melhor lucidez de seu dia
Quando falar de amizade estenda a mão aos seus inimigos, para que possa provar a si mesmo aquilo que gosta de dizer aos outros
Quando falar de fome faça um minuto de jejum, para lembrar aqueles que jejuam todos os dias
Quando falar de frio abrace alguém
Quando falar de calor estenda a mão, quando estender a mão sustenha o braço para que perdure
Quando falar de felicidade, acredite nela
Quando falar de fé cerre os olhos para encontrar a razão daquilo que crê
Quando falar de Deus faça-o pelo silêncio de seu testemunho
Quando falar de si mesmo aprenda a calar, para entender o amor, a dor, a paz e os sonhos.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Adversidade



Uma filha se queixou ao pai sobre sua vida e de como as coisas estavam difíceis para ela. Ela já não sabia mais o que fazer e queria desistir.Estava cansada de lutar. Parecia que assim que um problema estava resolvido um outro surgia.
Seu pai, levou-a até a cozinha.
Encheu três panelas com água e colocou cada uma em fogo alto.
Logo as panelas começaram a ferver.
Em uma ele colocou cenouras, em outra colocou ovos e, na última, pó de café.
Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra.
A filha esperou impacientemente, imaginando o que ele estaria fazendo.
Cerca de vinte minutos depois, ele apagou o gás. Pescou as cenouras e as colocou em uma tigela. Retirou os ovos e então pegou o café.
Virando-se para ela, perguntou: - O que você está vendo?
- Cenouras, ovos e café, respondeu.
Ele pediu para experimentar as cenouras.
Ela notou que as cenouras estavam macias.
Ele, então, pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse.
Ela obedeceu e depois de retirar a casca verificou que o ovo endurecera com a fervura.
Finalmente, ele lhe pediu que tomasse um gole do café.
Ela sorriu ao provar seu aroma delicioso e perguntou:
- O que isto significa, pai?
Ele explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade, a água fervendo, mas que cada um reagira de maneira diferente.
A cenoura entrara forte, firme e inflexível.
Mas depois de ter sido submetida à água fervendo, amolecera e se tornara frágil.
Os ovos eram frágeis. Sua casca fina havia protegido o líquido interior, mas depois de terem sido colocados na água fervendo, seu interior se tornou mais rijo.
O pó de café, contudo, era incomparável.
Depois de colocado na água fervente, havia mudado a água.
- Qual deles é você, minha filha? - perguntou o pai.
Quando a adversidade bate a sua porta, como você responde? Você é uma cenoura, um ovo ou pó de café? Você é como a cenoura que parece forte, mas com a dor e a adversidade murcha e se torna frágil e perde sua forças? Ou como o ovo, que começa com um coração maleável , mas depois de alguma dificuldade se torna mais difícil e duro? Ou será que você é como o pó de café? Ele muda a água fervente, a coisa que está trazendo a dor, para conseguir extrair dela o máximo de seu sabor. Quanto mais quente estiver a água, mais gostoso se torna o café. Quando as coisas se tornam piores, você se torna melhor e faz com que tudo em torno de você também melhore. Como você lida com a adversidade?

A Carpintaria



Conta-se que certa vez uma estranha assembléia teve lugar em uma carpintaria.
Foi uma reunião das ferramentas para tirar as suas diferenças. O martelo assumiu a presidência da reunião, com arrogância. Entretanto, logo foi exigido que ele renunciasse.
O motivo? É que ele fazia ruído demais.Passava o tempo todo golpeando, batendo. Não havia quem agüentasse.O martelo aceitou a sua culpa, mas exigiu que também fosse retirado da assembléia o parafuso.
É que ele precisava dar muitas voltas para servir para alguma coisa. Com isso, se perdia tempo precioso. O parafuso aceitou se retirar, desde que a lixa igualmente fosse expulsa. Era muito áspera em seu tratamento. E, além do mais, vivia tendo atritos com os demais.
A lixa se levantou e apontou os defeitos do metro. Ele igualmente deveria sair do local, porque sempre ficava medindo os demais conforme a sua medida. Por acaso, ele estava achando que era o único perfeito?
Enquanto assim discutiam, entrou o carpinteiro. Colocou o avental e iniciou, feliz, o seu trabalho. Tomou a madeira e usou o martelo, o parafuso, a lixa e o metro.
Depois de algumas horas, a madeira grossa e rude do início tinha se transformado em um lindo móvel.
Ele contemplou a sua obra, elogiou e saiu da carpintaria.
Bastou fechar a porta, para as ferramentas retomarem a discussão. Contudo, o serrote com calma falou:
Senhores, foi demonstrado que todos temos defeitos. Mas também pudemos observar, nas últimas horas, que todos temos qualidades. Foi exatamente com as nossas qualidades que o carpinteiro trabalhou e conseguiu criar uma obra de arte, um móvel muito bem acabado.
Então, todos concordaram que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para afinar e limar a aspereza. O metro era preciso, exato em suas medidas. Sentiram-se como uma equipe capaz de produzir móveis de qualidade.
Sentiram-se felizes com seus pontos fortes e por trabalharem juntos.
A mesma coisa acontece com os seres humanos. Quando as pessoas buscam pequenos defeitos nos demais, a situação se mostra negativa e tensa.
Ao buscar perceber os pontos positivos dos outros, é quando florescem os melhores lucros para as relações dos seres humanos.
Encontrar qualidades é, portanto, uma tarefa a que nos devemos dedicar, pois ela é capaz de inspirar todos os êxitos humanos.
Se você está disposto a ser uma pessoa produtiva no bem, otimista, criadora, comece a cultivar a sua capacidade de descobrir as virtudes nas pessoas.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Ditadura Sem Censura







Se você já passou dos 30, ao ler o título acima certamente lembrou-se da ditadura militar que governou o país após o golpe de 1964 e permaneceu no poder até o final do governo Figueiredo. Palavras como censura,  AI5, greves populares, SNI não lhe são estranhas. Mas este tópico não pretende tratar deste período da nossa história, mas sim da ditadura que vivemos atualmente. Uma ditadura democrática, bem mais sutil em sua atuação que sua antecessora militar. A ditadura democrática se baseia no princípio da maioria absoluta. Seu lema é: ‘a voz do povo é a voz de Deus’. Será verdade isto? Basta olharmos para a situação atual do país para obtermos a resposta. E a resposta é negativa. Não, a voz do povo não é a voz de Deus, ainda mais quando o povo raramente pensa em Deus!
Estamos então a mercê de muitas ditaduras.
Temos a ditadura da moda, que acabou por transformar nossas mulheres em seres anoréxicos, praticamente desprovidos de carne. Tão doente quanto e própria mentalidade dos governantes da moda.
Sofremos diariamente com a ditadura do medo. A violência anda solta pelas ruas das nossas cidades. Temos medo de sair às ruas, de abrir a porta da garagem, de esquecer algum objeto de valor dentro do carro, de não ter dinheiro para o assaltante que nos espreita, de encontrar uma bala perdida. Temos medo de viver.
Não percebemos, mas estamos sob a ditadura da ignorância. Somos um povo constituído em sua grande maioria, por analfabetos, semianalfabetos ou analfabetos funcionais (aqueles que não compreendem o que acabaram de ler). E na ignorância, deixamo-nos levar pela opinião alheia, pois de certa forma nos consideramos incapazes de pensar sobre temas de real interesse.
Estamos enfrentando também a ditadura da impunidade em todos os setores da vida pública. As instituições perderam a credibilidade. As autoridades se valem da famosa imunidade parlamentar para governarem em causa própria. Valem-se também da crise de memória que acomete o povo brasileiro, pois em nosso país a regra ‘falem mal, mas falem de mim’ funciona. Não são raras as pessoas que acham que a presença constante na mídia é sinal de competência.
Não vou negar, estou ansioso para que sejamos amassados pela ditadura do bom senso, e que seu reinado perdure por séculos e séculos. Amém!

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Carta De Um Velho Pai a Seu Filho



Amado filho,


O dia que este velho já não seja o mesmo, tenha paciência e me compreenda.

Quando derramar comida sobre minha camisa e esquecer como amarrar meus sapatos, tenha paciência comigo e se lembre das horas que passei ensinando você a fazer as mesmas coisas.

Se quando conversar comigo, repito e repito as mesmas palavras e você sabe de cor como termina, não me interrompa e me escute. Quando você era pequeno, para que dormisse, tive que contar milhares de vezes a mesma história, até que você fechasse seus olhinhos. 

Quando estivermos reunidos e sem querer fizer minhas necessidades, não fique com vergonha e me compreenda que não tenho culpa disto, pois já não os posso controlar. Pense quantas vezes quando menino lhe ajudei e estive pacientemente a seu lado, esperando que você terminasse o que estava fazendo.

Não me reprove caso não queira tomar banho; não me chame atenção por isto. Lembre-se dos momentos que persegui, e os mil pretextos que inventava para tornar mais agradável o seu banho. 

Quando me veja inútil e ignorante na frente de todas as coisas tecnológicas que já não poderei entender, eu suplico que me dê todo o tempo que seja necessário, para não me machucar com seu sorriso sarcástico.

Lembre-se que fui eu quem lhe ensinou tantas coisas. Comer, se vestir e como enfrentar a vida tão bem como faz, que são produtos de meu esforço e perseverança.

Quando em algum momento, enquanto conversamos, eu chegue a me esquecer do que estamos falando, me dê  todo o tempo que seja necessário até que eu me lembre, e se não posso faze-lo não fique impaciente; talvez não fosse importante o que falava e a única coisa que queria era estar com você e que me escutasse nesse momento.

Se alguma vez já não queira comer, não insista. Sei quando posso e não devo. Também compreenda que com o tempo já não tenho dentes para morder e nem gosto para sentir.

Quando minhas pernas falharem por estarem cansadas para andar... dá-me a sua mão terna para me apoiar, como eu fiz quando você começou a caminhar com sua fracas perninhas.
Por último, quando algum dia me ouvir dizer que já não quero mais viver e que só quero morrer, não se aborreça. Algum dia você entenderá que isto nada tem a ver com seu carinho ou o quanto te amei. Trate de compreender que já não vivo, senão sobrevivo, e isto não é viver.

Sempre quis o melhor para você e preparei os caminhos que deve percorrer. Então pense que com este passo que me adianto a dar, estarei construindo para você outra rota em outro tempo, porém, sempre com você.

Não se sinta triste ou impotente por me ver assim. Dá-me seu coração, compreenda-me e me apóie como fiz quando você começou a viver.

Da mesma maneira que lhe acompanhei em seu caminho, peço que acompanhe para terminar o meu. Dê-me amor e paciência, que devolverei gratidão e sorriso com o imenso amor que tenho por você.

Atenciosamente

SEU VELHO

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Diferença Entre Força e Coragem



É preciso ter força para ser firme,
mas é preciso coragem para ser gentil.

É preciso ter força para se defender,
mas é preciso coragem para baixar a guarda.

É preciso ter força para ganhar uma guerra,
mas é preciso coragem para se render.

É preciso ter força para estar certo,
mas é preciso coragem para ter dúvida.

É preciso ter força para manter-se em forma,
mas é preciso coragem para ficar de pé.

É preciso ter força para sentir a dor de um amigo,
mas é preciso coragem para sentir as próprias dores.

É preciso ter força para esconder os próprios males,
mas é preciso coragem para demonstrá-los.

É preciso ter força para suportar o abuso,
mas é preciso coragem para fazê-lo parar.

É preciso ter força para ficar sozinho,
mas é preciso coragem para pedir apoio.

É preciso ter força para amar,
mas é preciso coragem para ser amado.

É preciso ter força para sobreviver,
 mas é preciso coragem para viver.